Plasma Rico em Plaquetas – atuação da Fisioterapia

Por Ft.David Homsi e Dra.Ana Paula Simões

 

Plasma Rico em Plaquetas (PRP) ou fatores de regeneração tecidual -Verdades e mentiras e sua atuação nos atletas
        O PRP é um novo procedimento, baseado numa idéia revolucionária: Injetar nas lesões dos atletas e pacientes em geral, uma concentração de células reparadoras do seu próprio sangue. Este concentrado que é principalmente de plaquetas (daí o nome: plasma rico em plaquetas- foto 1) contém as substâncias que ajudam a reparar tecidos, os “fatores de regeneração tecidual”, nossos fatores de cicatrização e crescimento celular. Logo, o tratamento, que era chamado “fator de crescimento” (hoje renomeado por levar a entender e confundir com GH- hormônio de crescimento que é dopping e proibido para utilização na melhora do desempenho em atletas) foi difundido para tantos usos e tratamentos como se fosse a saída para todas as lesões.

As injeções podem ter efeitos variáveis sobre as diferentes lesões nos corpo, sobre os diferentes caracteres físicos e clínicos de cada ser humano, não podendo assim ser banalizada e indicada sem critério. Além disso, existe várias técnicas que fazem as aplicações serem mais ou menos eficazes dependendo do kit e empresa utilizada, dependendo da concentração adquirida das plaquetas, fora que muda o resultado nos diferentes tecidos ou seja, trabalhos publicados no “American Journal of Sports Medicine e The Journal of American Medical Association”, conclui que as aplicações podem ajudar na cicatrizações de determinadas lesões como epicondilites mas nem tanto em tendões de Aquiles degenerados, por exemplo.Foto2. Daí a necessidade de avaliação médica e indicação correta.

O procedimento geralmente não é autorizado pelos convênios, já que a técnica é recente e sem comprovações científicas nacionais, apesar dos resultados positivos que temos e vemos em congressos, ainda não temos documentação e seguimentos em longo prazo o que leva ainda a falta credibilidade e aceitação pelos mais céticos. Mas o lado positivo é que o custo diminuiu bastante comparado aos anos anteriores.

Corredores e atletas em geral tem muitas lesões nos tendões e músculos que é o foco da maioria dos estudos que temos no Brasil e como essa cicatrização é lenta e faz com que permaneçam longos períodos afastados do esporte, a técnica trouxe uma esperança na aceleração da recuperação da lesão e retorno à prática, mas vale mais uma vez lembrar que a indicação é médica e criteriosa!
A reportagem mostrada domingo dia 10/01/2010 no esporte espetacular com o título “Técnica revolucionária melhora índice de recuperação de lesões” : VEJA: http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM1188225-7824-TECNICA+REVOLUCIONARIA+MELHORA+INDICE+DE+RECUPERACAO+DE+LESOES,00.html

tem muitos pontos positivos e vale ressaltar também os negativos para que possamos agir de “MENTE ABERTA SIM, MAS OLHOS ATENTOS” para decidirmos de forma coerente e individual averiguando o que é melhor para cada lesão e cada indivíduo.

O comitê de traumatologia esportiva (www.abtd.org.br) está há muito tempo lutando pela implementação séria deste procedimento, com evidências, colocando todos os pontos positivos e negativos, e esperamos que esta aplicação seja realmente comprovada e devidamente autorizada, como estamos vendo nos resultados e nas discussões em congressos como sendo: mais um fator adjuvante no tratamento de lesões.

A fisioterapia tem um papel importante na reabilitação do atleta que fez este procedimento. É de extrema importância que o profissional que irá reabilitar este atleta tenha conhecimento da técnica, sua ação no local da lesão e também como proceder o “protocolo “ a ser utilizado neste atleta.

Provávelmente o protocolo, não gosto muito de utilizar esta palavra, pois parece que nós fisioterapeutas temos uma “receita” para tratar, mas temos que ter uma noção de tempo, como e quando evoluir o tratamento e até mesmo quando devemos voltar um pouco na reabilitação.

Espera-se que com esta técnica, possamos fazer com que nosso atleta tenha menos dor durante a reabilitação e retorno mais rápido a sua atividade esportiva.

O contato médico/fisioterapeuta tem que ser diário, pois a troca de informações durante o tratamento do atleta é necessário.

Dra. Ana Paula Simões

http://lattes.cnpq.br/2785121990946814

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