Evite que uma lesão muscular por esforço acabe com as provas

Por David Homsi

exclusivo para Portal Terra
David Homsi Fisioterapia – Reabilitação – Ortopedia – Trauma do Esporte

Fisioterapia Esportiva / Reabilitação Ortopédica
Forçar demais o ritmo durante uma competição, exagerar no sprint final ou ainda acelerar além do limite do seu corpo para ultrapassar um concorrente podem fazer com que você não chegue ao final do percurso. “Independentemente da distância, as distensões, que correspondem ao rompimento parcial ou completo das fibras musculares, são as lesões mais comuns entre os corredores durante uma prova e acontecem em especial nesses momentos de esforço intenso”, explica David Homsi, especialista em fisioterapia esportiva e musculoesquelética.

De acordo com o médico, rupturas na musculatura atingem muitas vezes as panturrilhas, provocando a chamada síndrome da pedrada, que leva esse nome por conta da percepção que o corredor tem no momento da lesão, como se tivesse sido atingido por uma pedra. “Outro problema recorrente são as dores nos joelhos. No entanto, nesses casos, a lesão não foi desenvolvida durante a competição, e sim é reflexo de um acúmulo de desgastes dos treinos que apenas se agravaram ao longo da prova”, completa Homsi.

Por que as lesões aparecem
A maioria é causada pela sobrecarga dos impactos sobre os membros inferiores. “Para os iniciantes, que têm poucos parâmetros do próprio desempenho, acaba sendo recorrente imprimir um ritmo acima do que o corpo suporta, o que os faz quebrar durante o percurso. Há ainda aqueles que não realizaram uma preparação muscular adequada e não possuem uma boa estrutura para suportar os esforços de uma competição. E, principalmente para corredores que estão um pouco acima do peso ideal, há maior propensão de sofrer com dores nos tendões, ligamentos e articulações”, diz Diego Leite de Barros, fisiologista do esporte do HCor (Hospital do Coração).

O especialista alerta que esportistas mais experientes podem também ser acometidos por fraturas por estresse, provocadas por um excesso no volume de treinos que acaba prejudicando um ponto específico do osso. Ao se expor a um esforço maior como uma prova, o problema acaba se manifestando. Além disso, vale tomar um cuidado extra em trajetos com muitos trechos de subida, que podem facilitar o aparecimento de canelites, inflamação que atinge a parte anterior da canela.

O que fazer
Ao sofrer um estiramento ou qualquer outra dor que restrinja os movimentos, o recomendado é mesmo abandonar a disputa e aplicar gelo sobre o local machucado de 15 a 20 minutos. Depois, procure um médico especialista na área atingida para avaliar o grau da lesão e checar o tratamento indicado para que isso não acabe com a sua prova.

Previna-se
Para proteger o corpo e evitar a frustração de não completar uma prova, faça sempre um bom aquecimento antes da largada. Tenha também em mente que, durante os treinamentos, é fundamental realizar trabalhos de fortalecimento muscular e de flexibilidade.

“O alongamento precisa ser feito de maneira isolada, não antes do exercício. Programe dias específicos para exercitar a flexibilidade com aulas de 30 a 40 minutos ou mesmo praticando pilates. Assim, você ganhará amplitude de movimento e diminuirá o risco de lesões”, aconselha Barros.

Roda Livre
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